
I walk in woods
I search a hidden place
To find a God
And his forgotten grace
His arms are ground cold
Like a fresh rainfall
I walk in woods
I search a hidden place
18 maio 2007
Glömd
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Coco Prado
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sexta-feira, maio 18, 2007
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15 maio 2007
Miragem
MOTE
Há tanta gente na vida
Alguns morrem a estudar
Não encontro quem me diga
Quem formou a terra e o mar
1
Quem formou os cereais
Quem formou as árvores de fruto
Eu pergunto a quem me escuta
Quem formou os animais
Quem formou os minerais
Do que a terra é fornecida
Como é que foi exercida
Tanta coisa de comer
Ninguém me sabe dizer
Há tanta gente na vida.
2
O Homem tudo conduz
Com o que ele tem inventado
Depois de ter explorado
Coisas que a Terra produz
Quem é que formou a luz
Para o mundo inteiro abastar
Quem pôs estrelas no ar
Quem formou o Universo
O Homem nada conhece
Alguns morrem a estudar.
3
Quem é que domina o tempo
Que anda também dominado
Quem cria flores no prado
Sem delas guardar semente
Quem é que protege o vento
Para a nuvem ser demovida
E a água ser bem chuvida
Quem sustem o regador
Pergunto a tanto doutor
Não encontro quem me diga.
4
O Homem tem inventado
Muitas coisas com grandeza
Mas o que é filho da Natureza
Fica melhor acabado
Como o mundo foi formado
Ninguém se atreve a contar
Há muitos que querem provar
Que a terra gira também
O que eu não ouvi a ninguém
Quem formou a terra e o mar.
S.P.
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Coco Prado
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terça-feira, maio 15, 2007
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29 abril 2007
Espíritos
Sinto os pés a latejar
De tanto caminhar
Recordando noites passadas
Eu sei e disse:
Hoje é noite de espantar espíritos.
Por isso não me importa a chuva
Nem o frio
Não me importa que me achem louco
Vou caminhar
Vou pensar
Até me esvaziar de mim próprio.
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Coco Prado
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domingo, abril 29, 2007
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Que é que isso te interessa?
Não tens chumbo na bacia,
Nem flores no escritório.
Não gostas de largar o campo
O sol brando, pouco te importas com as novas tecnologias.
O que é uma revolução para ti,
Ficas triste, mas não sabes o que é o sal das lágrimas.
Pelo menos não provaste da terra
Imortal, impenetrável como és
Custa a todos tocar o teu centro
E a mim, já me doem os olhos
De te olhar,
Sempre deslumbrante, luminoso
No teu egocentrismo.
Raio de povo que ainda censura as manifestações
De caridade!
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Coco Prado
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domingo, abril 29, 2007
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